Gestão

Conheça a teoria por trás do modelo de liderança de Bernardinho

8/08/2016 • por Sofia Esteves

Uma coisa que Bernardinho sempre diz é que a vaidade atrapalha o desempenho das equipes

A figura de Bernardinho é uma referência de liderança de sucesso há algum tempo. Muito já se escreveu sobre seu trabalho e alguns dos que leem este artigo já devem ter assistido uma palestra dele. Mas, aproveitando o gancho da Olimpíada, quero compartilhar algo que descobri recentemente sobre o método de trabalho do técnico da seleção brasileira de vôlei masculino.

Assim como nós, da DMRH, em nossos projetos de Desenvolvimento & Carreira, Bernardinho usa o modelo de liderança proposto por Patrick Lencione como referência.

Uma coisa que Bernardinho sempre diz é que a vaidade atrapalha o desempenho das equipes. E Lencione também acredita que o ego inflado é um dos fatores que leva ao que chama de “as cinco disfunções de uma equipe”. Na base dessas cinco disfunções está a falta de confiança.

E o líder é o responsável por criar um ambiente de confiança. Quando ele tem o ego muito inflado, passa a impressão de que é ou acredita ser invulnerável. Isso inibe as pessoas da equipe a falarem abertamente sobre seus erros e pontos fracos. Como Bernardinho diz: “se não estimularmos cada um a assumir responsabilidade pelas derrotas, nunca entenderemos as verdadeiras razões pelas quais perdemos e vamos continuar perdendo.”

A falta de confiança, segundo Lencione, leva à falta de conflito porque as pessoas ficam sem coragem de defender seus pontos de vista ou fazer questionamentos. Ficam com medo de falar algo “errado”. Por isso, ao contrário do que parece, o conflito é saudável e é um dos elementos que leva as equipes a terem alta performance. “A fonte de crescimento é o questionamento. Questionamentos promovem mudanças e mudanças promovem crescimento”, diz Bernardinho.

E assim, como um problema leva ao outro, a falta de conflito gera também a falta de comprometimento. Porque sem poder colocar abertamente suas opiniões durante o debate apaixonado e aberto, os membros da equipe raramente – se é que o fazem – aceitam as decisões e se comprometem com elas, ainda que finjam concordar durante as reuniões. Por isso, ter os melhores no time não é o bastante. Citando novamente Bernardinho, “talento sem determinação é igual a frustração.”

Em função da falta de comprometimento real, os membros da equipe desenvolvem o hábito de evitar a responsabilidade, que é a quarta disfunção. O fracasso em chamar uns aos outros à responsabilidade cria o ambiente propício para que floresça a quinta disfunção: falta de atenção aos resultados.

Já viu isso esse ciclo se estabelecer?

Para finalizar, deixo mais uma frase de Bernardinho para reflexão: “ao líder não cabe fazer o que é conveniente, mas o que é certo.”

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Quem escreve

Sofia Esteves

Presidente do Conselho em Grupo DMRH /Cia. de Talentos

Fundadora e presidente do Conselho do Grupo DMRH, compartilha neste espaço o que há de mais novo em carreira e gestão de pessoas. Ideias, reflexões e tendências para impulsionar o desenvolvimento pessoal dos empreendedores e de sua equipe.